Arquivo da categoria: Raio X

Raio X | Gustavo Martini

A entrevista de hoje é com o jovem designer carioca Gustavo Martini.  Formado em Desenho Industrial pela PUC-Rio , Martini vêm chamando a atenção de lojas e industrias de decoração, e já teve publicações em revistas como Wish Casa, Casa … Continue lendo

Renata
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“Raio X” de Ronie Mesquita

Hoje o Raio X é com o querido Marchand Ronie Mesquita.   Dono da bela Galeria que leva o seu próprio nome, Ronie é um eterno apaixonado pela arte. Mesmo durante a sua carreira de músico, seu coração já batia forte … Continue lendo

Hannah
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“Raio X” de Denilson Machado

Se você adora folhear revistas de decoração, ou vive navegando pelos sites dos arquitetos mais bacanas, certamente já se deparou com inúmeras fotos do entrevistado de hoje. Com experiência de sobra de quem está há 13 anos no ramo, e … Continue lendo

Renata
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“Raio X” de Arnaldo Danemberg

Hoje estamos estreando a coluna “Raio X” em grande estilo, onde o assunto em pauta é a entrevista com o antiquário Arnaldo Danemberg.   Primeiramente, gostaria de dizer que a entrevista foi uma delícia pois acabou se tornando um bate papo. Mais … Continue lendo

Hannah
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Nathalie Yumi de Lima Rocha Inada

Hoje vou falar um pouco sobre uma pessoa que apesar de não ter tanto contato há algum tempo, sempre admirei pelo seu talento indescritível. Conhecida como Yumi, essa jovem menina de 23 anos entende e ama a arte como muitos … Continue lendo

Hannah
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Raio X | Gustavo Martini

01

A entrevista de hoje é com o jovem designer carioca Gustavo Martini.  Formado em Desenho Industrial pela PUC-Rio , Martini vêm chamando a atenção de lojas e industrias de decoração, e já teve publicações em revistas como Wish Casa, Casa e Jardim, Kaza e Morar Bem do jornal O Globo. E não é para menos, já no ano seguinte ao da sua formatura levou o terceiro lugar no prêmio Idea Brasil 2011 e foi finalista no IF Awards com o triciclo Woody, projeto desenvolvido nos tempos acadêmicos.

0 triciclo

“Criar por criar” e “design experimental despojado” são duas expressões pelas quais ele mesmo define seu trabalho em seu site. Um conceito forte que permeia toda a sua produção. Na entrevista abaixo podemos ver que apesar de desenvolver seus projetos em um estúdio no Jardim Botânico, Rio, suas idéias e inspirações vão muito além do atelier, e de fato, não poderiam caber entre 4 paredes. Guardem esse nome, ele vai longe !

Seus móveis são bem diferentes entre si, caminham da leveza do vidro até a força da madeira. Você acha que exista algum ponto aonde todas as suas obras se encontrem e formem o seu perfil como designer ?

- Acredito que eu tenha um traço contemporâneo que caminha pelo experimental, onde cada projeto possui sua própria narrativa, mas nunca deixando de lado a herança cultural de mobiliário brasileiro.

Como faço peças autorais, grande parte da minha história e trajetória ficam impregnadas nos produtos, algumas vezes de forma mais explicita e outra de forma mais discreta como acontece nos produtos mais mercadológicos.

01 gana guine

Conte um pouco sobre o seu processo de criação e o que te inspira.

-Penso que tudo me inspira, adoro quando posso ir ao trabalho de bicicleta e tenho a oportunidade de me desligar do cotidiano engessado em que vivemos. Tento esquecer toda aquela pressa e absorver ao máximo do meu entorno.

Posso ser influenciado por uma arquitetura, uma paisagem, uma história, uma música, qualquer coisa que meus sentidos consigam perceber de interessante. Tudo pode se tornar uma narrativa para um novo projeto.

Normalmente essa ideia abstrata vai para o lápis onde vai sendo esculpida a medida que preencho a folha de desenhos. Assim que consigo algo mais palpável, eu o levo para o computador e modelo em 3D para acertar as medidas e proporções.

01 mesa croquis

Que peça mais te desafiou?  Por quê?

- Cada peça tem seu próprio desafio, então acho um pouco difícil definir uma, mas se for pra arriscar, diria a mesa ripas.

O principal desafio foi em solucionar o descarte das tiras de vidro que sobravam dos cortes de cada chapa.

A princípio me foi apresentado que não era possível aproveitar o material e a inviabilidade da utilização estava relacionada à variação da espessura entre cada lote das folhas de vidro.

Durante a produção essa mínima mudança não representa problema significativo uma vez que cada lote gera várias peças e para elas é necessário fazer somente uma regulagem na máquina. No caso das peças já descartadas, se fossemos utilizar cada folha que estivesse entre os retalhos a produção acabaria fazendo o inverso e seria necessário muitas regulagens para apenas um produto.

A solução proposta foi readequar a produção da fábrica onde atualmente para a confecção da mesa, em vez das sobras serem descartadas, elas são lapidadas juntamente com o restante da chapa aproveitando a regulagem da máquina que se faz para o lote. As ripas então são armazenadas em um cavalete já trabalhadas e no tamanho exato para a utilização na mesa, aguardando apenas a entrada de pedidos para que sejam pintadas nas cores especificadas.

0 mesa ripas

Que material mais te instiga? E que material você ainda tem desejo de trabalhar?

-Gosto muito da madeira por nossa tradição, mas posso dizer que qualquer material me encanta.

Que importância você atribui ao apelo comercial do móvel enquanto esta criando? Pensa na produção em série?

- Na primeira etapa da criação eu tenho que admitir não me importar muito.

Mas como eu dou um tempo de amadurecimento entre a etapa do papel e o computador, eu acabo peneirando as ideias e escolhendo as que são mais interessantes para o momento/mercado.

Alguns momentos lanço produtos que não são tão vendáveis, mas que possuem uma alma forte, algo para acostumar o público com aquela ideia/conceito. Mesmo que a opção mais vendável seja algum produto que eu tenha desenhado com traços mais tradicionais, são aqueles mais experimentais que mais destacam minha personalidade.

Funcionalidade, estética e custo. Qual grau de importância de cada um desses aspectos em sua opinião?

-Nenhuma dessas. Minha primeira intenção é sempre mexer com as pessoas, seja pela curiosidade, por extrair um sorriso ou até mesmo por gerar um estranhamento. Em segundo poderia dizer funcionalidade, a estética normalmente é conseqüência de todo o trabalho e o custo pra mim está mais relacionado a viabilidade produtiva e comercial.
Existem alguns momentos também que eu simplesmente parto de um estudo formal, mas que de certa forma não deixa de se relacionar com o primeiro item.

Quem são suas maiores referências?

-Acredito fazer parte dessa nova leva de designers que são influenciados pelo mundo e pelo fácil acesso às informações. Penso que os movimentos do design se apresentam mais claramente quando olhamos com certo distanciamento e por isso evito definir uma pessoa específica.
Com os sites, blogs e revistas torna-se muito fácil saber o que acontece no mundo e definir seu caminho, claro, nunca deixando de lado suas raízes.

Se tiver que falar um nome específico, diria Dieter Rams apesar de claramente não seguir todos os seus ensinamentos.

Como se mantém atualizado sobre o mercado? Que feiras de design gosta mais?

- A internet tem facilitado bastante nessa questão, mas vivo conversando com pessoas da área, sejam designers, lojistas, fabricantes ou arquitetos.

Quanto à feira, as paralelas de Milão com certeza.

0 mesa multifuncional

Como você vê o cenário do mercado de design mundial ? E qual relevância do design brasileiro nele?

- Acho que o Brasil está começando a ser reconhecido pós Campanas né?!

Eles nos abriram muitas portas com sua forte identidade e agora o brasileiro vem apresentando sua identidade. E estou certo que grandes marcas estrangeiras cada vez mais estão de olhos abertos ao criativo brasileiro.

Rapidinhas:

Se não fosse designer, seria …. –

- triste.
Brincadeiras à parte, arquiteto com certeza. Adoro criar objetos e entender a relação deles com as pessoas, penso que a arquitetura não passa de um grande objeto.

Canto preferido da casa –

- escrivaninha.

Peça preferida –

- Sempre a que estou desenvolvendo no momento.

Objeto ou móvel de desejo –

- La Chaise de Charles e Ray Eames.

Um lugar que conheceu e ficará sempre guardado na memória –

-Veneza, adoraria passar 6 meses lá fazendo um curso de aquarela.

Clássico ou moderno –

- contemporâneo brasileiro.

mesa suspensamesa lateral peca unica

Renata
Renata

“Raio X” de Ronie Mesquita

Hoje o Raio X é com o querido Marchand Ronie Mesquita.

 

Dono da bela Galeria que leva o seu próprio nome, Ronie é um eterno apaixonado pela arte.

Mesmo durante a sua carreira de músico, seu coração já batia forte pelo mundo glamuroso dos leilões e exposições. Sempre muito interessado, trabalhava de noite, tocando bateria, e durante o dia frequentava galerias e casas de leilões, em busca de alguns quadros para negociar. Assim, aos poucos foi se estabelecendo até que no inicío dos anos 1990 inaugurou, em Ipanema, o Estúdio Guanabara.

Sempre com muitos compromissos e viagens de trabalho, Ronie tem a parceria de seu filho Conrado e de sua esposa Cely, que além de trabalharem ao seu lado, são entendedores do assunto.

Conrado está há 5 anos na cola do pai e hoje em dia com certeza entende mais do assunto do que muitos que já estão há mais tempo no mercado. Nada melhor do que a companhia de um jovem antenado e cheio de disposição.

 

 

Vamos a entrevista?

 

Quando começou a paixão pela arte?

- A paixão pela arte começou de fato bem antes de eu me estabelecer como marchand. Desde sempre gostei de exposições, me interessei pelo assunto. Em um determinado momento de minha vida, paralelo a vida de músico, comecei aos poucos a me inserir de fato no mercado das artes.

 

Acha que a arte interfere muito na decoração de um ambiente?

- A arte influencia diretamente qualquer ambiente. Um apartamento, casa, ou até mesmo um restaurante ou HALL de um Hotel sem um quadro, ou eventualmente ou pôster, serigrafia, torna-se um ambiente muito frio.

 

Qual é o pais que você considera que a arte é mais valorizada?

- Sem dúvidas o país onde a arte esta mais presente, seja nas ruas, praças publicas e em museus e instituições é a França, especialmente Paris.

 

Tem algum artista que a Galeria se identifique mais?

- A galeria se identifica com diversos artistas, especialmente da arte brasileira pertencentes aos períodos dos anos 1950, 1960 e 1970. Ubi Bava,  Ivan Serpa, Paulo Roberto Leal e outros, são artistas quais a galeria trabalha bastante.

 

A Ronie Mesquita Galeria vende obras de qual época? São obras contemporâneas?

- A galeria por muitos anos foi especializada, e identificada como referência na arte Concreta e Neo-Concreta. Porém com a grande procura por estas obras, nacionalmente e internacionalmente, tanto de colecionadores como ate mesmo Museus, fui obrigado aos poucos a migrar para a arte dos anos 1960-1970, já que a reposição e captação destas obras foi aos poucos se tornando cada vez mais difícil.

 

Quais feiras de arte vocês mais participam?

- Participamos anualmente da SP-ARTE, desde sua 1a edição (em 2013 foi a 9a), e da ARTRIO.


Tem alguma preferência entre quadros ou objetos ?

- A galeria tem em seu acervo um número bem superior de obras: pinturas e papeis, a esculturas. Mas existem esculturas maravilhosas, como os “Bixos” criados por Lygia Clark nos anos 1950, ou as esculturas de Waltercio Caldas, Tunga..

 

Qual é a sensação em ver o interesse e admiração de famílias pelo ramo?

- O interesse e procura pelo mercado de arte vem se expandindo ano-a-ano tornando-se cada vez mais sólido. O mercado se profissionalizou e aos poucos vem deixando de ser algo informal, o que paralelo com a valorização da arte brasileira fez com que o número de interessados e envolvidos nesse ramo venha crescendo de uma maneira muito intensa. Assim sendo, novos museus estão sendo inaugurados, como o Museu MAR do Rio de Janeiro, e o número de exposições em cada galeria e museus anualmente aumentando bastante. Toda essa divulgação ajuda o acesso de famílias e novos compradores e interessados.

 

Rapidinhas:

Canto preferido da casa –

- Minha sala de TV, onde posso assistir meus filmes, documentários e estar sempre lendo algo interessante.

 

Peça preferida –

- “Carambola”, uma escultura em alumínio de 1940, do artista Franz Weissmann.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Objeto ou móvel de desejo –

- Um relevo em progressão de Abraham Palatnik dos anos 1970.

 

Um lugar que conheceu e ficará sempre guardado na memória –

- Barcelona, sem dúvidas. No auge da Bossa Nova, estive lá para realizar uma turnê e acabei ficando por três anos.

 

Clássico ou moderno –

- Eu não quero ser moderno, quero ser eterno.

 

Se não fosse Marchand, qual seria sua escolha profissional?

- Se não fosse marchand, sem dúvidas teria dado continuidade a minha carreira de músico, o qual exerci por 30 anos.

 

 

 

Vejam aqui as fotos da Galeria na SP ARTE de 2013. Vale a pena checar!

 

Site - http://www.roniemesquita.com/

Página do Facebook – Ronie Mesquita Galeria

Hannah
Hannah

“Raio X” de Denilson Machado

Se você adora folhear revistas de decoração, ou vive navegando pelos sites dos arquitetos mais bacanas, certamente já se deparou com inúmeras fotos do entrevistado de hoje. Com experiência de sobra de quem está há 13 anos no ramo, e tem um olhar cirúrgico sobre os espaços, Denilson Machado é o fotografo preferido dos arquitetos. Incluo-me nessa lista de admiradores, pois além de executar seu trabalho com maestria, ainda é atencioso e está sempre disposto a dar dicas preciosas!

Além da decoração, Denilson também é um apaixonado por arte. Vem formando sua coleção pessoal há alguns anos, e entende bem do assunto. Também já se aventurou como designer ao desenhar um aparador para si próprio. Apesar de ser um caso isolado, é muito visível seu tino para esse segmento.

À frente da MCA Estúdio de Fotografia junto com Juliano Colodeti, lançou o livro ARQTE, que a cada ano tem uma nova edição, e é peça obrigatória nas casas dos amantes de decoração. Com um olhar tão aguçado sobre arquitetura e decoração, a MCA Estúdio acabou por conquistar clientes Brasil afora. Hoje, eles viajam cerca de 2 vezes ao mês,  em sua maioria para São Paulo ou Paraná e já conquistaram o Prêmio Abril de Jornalismo em 2006 e 2009.

Agora vamos a entrevista :

Como se deu a escolha por um mercado voltado para fotografia de arquitetura e interiores ?

- Acho que o mercado que me escolheu … Mas durante 10 anos tive o Leonardo Costa, ainda um grande amigo, como sócio, e ele já fazia fotos de arquitetura.

O que faz uma boa fotografia ?

- Luz e composição e mais nada!!!

Qual a importância no seu trabalho de recursos digitais para edição de fotos?

- Hoje com o digital todo o processo da fotografia fica em nossas mãos. Antes, na hora de ampliar uma foto o laboratorista podia estragar a sua fotografia. Sem dúvidas entrego um trabalho muito melhor hoje, mas com muito mais trabalho. Por exemplo, se tem reflexo num quadro na foto, faço uma 2a foto sem o reflexo só para “colar” na primeira foto, e tantos outros recursos que nos possibilitam entregar uma foto, com o que chamamos aqui, de padrão MCA. Busco sempre a perfeição!!!

O que é mais importante na produção do ambiente para fotografá-lo?

- Na maioria das vezes, sem dúvida, é “limpar” o ambiente dos excessos que comprometem uma boa foto. Acho ótimo quando inserem livros de arte e obras de arte, porque são duas paixões minhas que vieram com o meu trabalho. Obras de arte são muito valorizadas pelas revistas. Flores, desde que naturais, são muito bem vindas.

Essa proximidade com o mundo da decoração refletiu na sua casa ? Como ?

- Esse é o problema!!! Vejo cada coisa linda, e logo quero para a minha casa. A minha coleção de arte começou por conta do meu trabalho. No meu próximo apartamento, que só ficará pronto no fim do ano que vem, já tenho a mesa de jantar – Modelo JET do Guilherme Torres – e o sofá Otto, lançado na Mostra Black do ano passado, também com a grife Guilherme Torres. Tudo culpa do meu trabalho.

Você esta sempre inovando. Idealizou e produziu o livro ARQTE, que todo ano é esperado pelos arquitetos. Ano passado lançou a palestra “como publicar seu projeto em revistas” que foi um sucesso. Que novidades podemos esperar para esse ano?

- Outros livros,  e uma nova palestra, essa com ênfase no MKT, a partir de entrevistas com vários arquitetos, e também com a experiência e a trajetória do MCA. Tem ainda um novo site, que já esta no forno, bem conceitual. Em breve, faremos o lançamento com um coquetel. Quando estiver tudo certo volto aqui para contar essa novidade.

Pessoalmente adoro as fotografias da série Wallpaper. Há planos de transformá-las em exposição, ou quem sabe mais um livro?

- Meus trabalhos pessoais sempre ficaram no quarto ou quinto plano, pois o meu foco sempre foi meu trabalho como fotografo de arquitetura, já que sempre priorizei atender muito bem aos nossos clientes. Mas este ano estou com muita vontade de fotografar, de voltar a produzir meus ensaios, e a série Wallpaper será retomada. Já em abril começo a comercializar minhas fotografias como objeto de arte, todas com impressão fine art sobre papel 100% algodão, que permite uma durabilidade de mais de 100 anos, e com tiragem limitada.

Como colecionador de arte, qual movimento mais te agrada? Por quê?

- Minha coleção, que começou há 08 anos, agora esta amadurecendo, e focada em fotografia, que tem a maior parte da sua produção atrelada a arte contemporânea, mas gosto muito também da arte moderna.

Sua coleção é uma paixão ou um investimento?

- Só compro quando me apaixono, mas claro penso no retorno futuro. Comprei várias fotos da Adriana Varejão, pois amo o trabalho dela (um dos meus preferidos), e vendi duas das fotos, pois tinha duplicada, já com um retorno financeiro. Se eu errar uma aposta pelo menos vou amar olhar para aquela obra, pois o melhor investimento é em você.

Rapidinhas:

Se não fosse fotografo, seria …. –

- Artista plástico

Canto preferido da casa –

- A chaise do sofá, porque chego tarde e cansado, e quase durmo por lá todo dia, agarrado ao Lipe

Peça preferida -

Panneaux do Burle Marx

Objeto ou móvel de desejo –

- Um tapete reloaded da Botteh

Um lugar que conheceu e ficará sempre guardado na memória –

- Berlim

Clássico ou moderno –

- A difícil mistura dos 2

***Atualização: Agora umas fotos enviadas pelo próprio especialmente para a nossa matéria. Muito obrigada por dividir com a gente um pouco da sua coleção!

Fontes: Facebook Nobi Arquitetura/ MCA Estúdio / Radar de decoração e fotos do entrevistado especialmente para decorarqt

 

Renata
Renata

“Raio X” de Arnaldo Danemberg

Hoje estamos estreando a coluna “Raio X” em grande estilo, onde o assunto em pauta é a entrevista com o antiquário Arnaldo Danemberg.

 

Primeiramente, gostaria de dizer que a entrevista foi uma delícia pois acabou se tornando um bate papo. Mais uma vez Arnaldo foi muito atencioso e ao contar sua história, nos deu uma aula não somente sobre o dia-a-dia de um antiquário, como também sobre experiências de vida.

 

O antiquário situado no Edifício Chopin em Copacabana, acabou de completar 30 anos de muito sucesso, mas não pensem que tudo começou ali. Arnaldo, que desde pequeno já acompanhava seu pai em leilões e sempre se mostrou interessado pelo assunto, começou abrindo sua primeira loja na Rua do Lavradio.

Suas viagens que no início se resumiam em Petrópolis – RJ, Bahia, Minhas Gerais e até a grande cidade do Rio de Janeiro, hoje em dia já foram substituídas por paradeiros como, Inglaterra, Espanha, Portugal e Bordeaux – França – onde se situa um de seus depósitos.

 

Com muito gosto pela profissão, sempre viajou para estudar, dar palestras e trabalhar. Não é a toa que hoje em dia tem uma estreita relação com os arquitetos cariocas e do Brasil afora, surpreendendo-os cada vez mais com seu acervo, bom gosto e profissionalismo.

 

Vamos à entrevista?

 

 

Quando começou a paixão por antiguidades?

Na infância, acompanhando meu pai nos leilões de arte aqui no Rio de Janeiro, a compra e a venda, as exposições,um mundo fascinante.

 

Sempre gostou de decoração?

- Sim. Fico sempre muito lisonjeado de ver meu acervo fazer parte do trabalho de profissionais tão competentes quanto os nossos e outros de fora. Estou aqui para encantá-los.

 

Qual é o país com maior mercado de antiguidades?

- Inglaterra, imbatível no antiquariato, o mundo dos leilões. Fazem sempre bem feito. Um prazer trabalhar com os ingleses

 

Vende peças fabricadas desde que ano até que ano?

- Comercializo sobretudo o mobiliário, manufaturado desde o XVII até o XIX e ainda alguma coisa do início do XX.

 

Como surgiu a idéia do Grand Tour de Arnaldo Danemberg?

- Resulta das minhas viagens mundo afora. Seja em busca de informação nos museus e galerias de arte até quando evoluiu para a aquisição de acervo.

 

Tem alguma preferência entre o mercado de móveis ou objetos?

- Prefiro sempre os móveis, minha paixão,embora ultimamente, e cada vez mais, abro meus olhos aos objetos também. Sempre uma busca.

 

Qual é a sensação em ver o interesse e admiração dos seus filhos pela área de antiguidades?

-Sensação de prazer continuado, transmissão de trabalho e gosto pelo trabalho em si. Não há herança melhor que posso deixar para meus filhos  senão a força de trabalho e o amor que dedico a eles.

 

Se não fosse antiquário, qual seria sua escolha profissional?

- Se não fosse antiquário certamente seria diplomata. Gosto do mundo, das relações entre pessoas, da comunicação. E adoro gente bem educada, polida.

 

 

Rapidinhas:

Canto preferido da casa -

- Minha poltrona inglesa neo-clássica na qual sento na mesa de jantar. Possui um espaldar de influência chinesa, bem interessante. Quando a avistei num leilão em Londres disse para ela (isso, confesso que converso com os móveis…): você vai para o Brasil comigo…e ela veio…

 

Peça preferida -

- Uma jarra francesa que era da casa do meu pai, foi por ele vendida e 20 anos depois foi por mim recuperada. Comprei de volta de uma antiga cliente do meu pai. Porcelana francesa de Tours, Napoleão III,sec XIX.

 

Objeto ou móvel de desejo -

Uma casa com um belo jardim.

 

Um lugar que conheceu e ficará sempre guardado na memória -

- Bordeaux, sempre, minha segunda cidade e também Florença, arrebatadora.

 

Clássico ou moderno -

- Os dois, juntos, sempre.

 

 

 

E então, gostaram? Fiquei encantada com o bate papo e espero poder mostrar muito mais sobre o mundo das antiguidades para vocês. Afinal, como diz o próprio Arnaldo, o móvel antigo conversa história e transmite memória. É como se fosse uma viagem no tempo.

 

 

 

Site - www.arnaldodanemberg.com.br

Instagram - @arnaldodanembergantiquario

Página do Facebook - Arnaldo Danemberg Antiquário

Hannah
Hannah

Nathalie Yumi de Lima Rocha Inada

Hoje vou falar um pouco sobre uma pessoa que apesar de não ter tanto contato há algum tempo, sempre admirei pelo seu talento indescritível.

Conhecida como Yumi, essa jovem menina de 23 anos entende e ama a arte como muitos gostariam. Sempre soube da sua paixão pela arte mas nunca tive a ousadia de fazer muitas perguntas sobre o assunto como tive para construir esse post.

 

Vou mostrar para vocês um pouquinho do trabalho da Yumi através de três obras que para ela foram muito importantes no seu aprendizado.

Na minha opinião são espetaculares. Principalmente a bailarina!! Sou apaixonada.

 

Nome:

Nathalie Yumi de Lima Rocha Inada

 

Idade:

23 anos

 

Nacionalidade:

Brasileira

 

Formação:

Estudei a minha vida inteira na Escola Americana do Rio de Janeiro (EARJ) e agora faço faculdade no School of Visual Arts (SVA)

 

Onde vive:

Vivo em Nova York

 

Quando surgiu a paixão pela arte?

Tudo começou quando eu era bem pequena e tudo que queria  era ser igualzinha a minha mãe. Como ela era muito artística, decidi que queria fazer arte. Posso dizer que artes foi sempre um relacionamento. Tiveram épocas em que tudo o que respirava era arte e outras onde o ódio e desprezo era o que sentia. Amadurecendo, percebi que a minha arte é o único modo que consigo me expressar e tenho certeza que é a única forma de me fazer feliz. Arte pra mim não é paixão, é amor eterno onde mesmo com dificuldades e incertezas, sempre estará comigo.

 

Quais são seus maiores objetivos de vida?

Tenho tantos! Cada dia penso em modos diferentes de aproveitar a vida. Quero muito concretizar meu próprio estilo artístico e ter uma família. Mas antes de ter uma família, ainda quero viajar muito e explorar tudo o que a natureza tem a oferecer.

 

Quais suas maiores fontes de inspiração?

Minha maior fonte de inspiração sem dúvidas é a minha mãe. Ela sempre acreditou em mim, mesmo quando tinha minhas inseguranças. Se não fosse pela mulher que é e pela força que sempre me deu, eu nunca teria seguido meu sonho. Ela me mostrou desde pequena como é importante viajar, ir a museus, saber sobre a historia, abrir a mente e ver a evolução de mundo, das pessoas, das artes e etc.

Meus artistas predilétos são Pablo Picasso, pela sua criatividade e determinação e Egon Schiele, pelas suas linhas expressivas e a intensidade que ele expressa em seus trabalhos.

 

Em qual lugar do mundo acha que a arte é mais valorizada?

Acho que arte é muito valorizada na Europa. Os europeus apreciam história e o passado e cultivam a formação antiquada de um artista. Para se tornar um artista é essencial sempre ter uma mente aberta e aceitar críticas. Os museus são muito bem cuidados e tem um grande acervo de conteúdo, sem contar cidades como Paris, Roma e Florença. Essas cidades são museus por si só.

 

Pensa em seguir carreira?

Certamente! Já houveram dúvidas e inseguranças, mas hoje em dia, há muita motivação e esperança. Se não seguir meu sonho agora, sempre terei aquela duvida do que podia ter sido. Tenho certeza que meus acertos, erros e amadurecimento me direcionaram ao caminho certo para seguir esta carreira.

 

 

TRABALHOS:

 

 

Bailarina

 

 

Tinta a óleo.

Pinceladas impressionistas representando uma bailarina puxando suas meias. Queria representar ação ao invés de emoção.

 

Não é linda?

 

 

 

Trabalho de observação

 

 

Tinta a óleo.

Minha intenção era inovar um método de pincel. Ao invés de usar pinceladas, batia levemente meu pincel para fazer a imagem borrada mas compreensível ao mesmo tempo.

 

 

The American Dream


 

 

Trabalho com mídias diversas.

Este trabalho é contraditório ao conceito do “sonho americano”. Quis refletir que as vezes o desejo de morar nos Estados Unidos nao é um mar de rosas; para chegar ao topo, tem que passar por muitos obstáculos. As vezes a beleza é enganosa.

 

 

 

 

E aí, gostaram?

Saibam que a Yumi faz tudo por encomenda. Se quiserem contactá-la, é só mandar um e-mail no nosso link contato que passaremos todas as informações necessárias.

 

Beijos e aproveitem!!!

 

 

 

 

 

 

 

Hannah
Hannah